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Dois em cada três pequenos negócios que contratam influenciadores alcançam resultados positivos

06/11/2026

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Dois em cada três pequenos negócios que contrataram influenciadores digitais obtiveram resultados positivos. O dado é da pesquisa "O Impacto dos Influenciadores Digitais na Estratégia Comercial de MPE e MEI", realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas, que ouviu empreendedores de todo o país.

O benefício mais citado é o ganho de visibilidade da marca, relatado por um terço dos pequenos negócios em geral e por 45% das micro e pequenas empresas. Por setor, a notoriedade aparece em 39% no comércio, 38% nos serviços e 24% na indústria. Por região, os índices mais altos estão no Nordeste (45%) e no Norte/Centro-Oeste (40%).

Entre os MEI, 29% apontam ganho de visibilidade e 24% dizem que as parcerias trouxeram novos clientes. No comércio, cerca de uma em cada três empresas registrou aumento de engajamento e interação nas redes sociais.

"Os influenciadores estão revolucionando a maneira de se comunicar. A presença digital é estratégia fundamental para qualquer empreendedor. Os pequenos negócios se mostraram ainda mais preparados para o mundo digital. Por isso, o Sebrae apoia os pequenos negócios e o trabalho dos influenciadores, ampliando as oportunidades. A atuação com os influenciadores representa uma oportunidade para quem quer expandir o alcance da marca e o potencial de vendas", afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.

Adoção atual e modelos de remuneração

Apesar dos resultados, a prática ainda é minoritária: cerca de três em cada quatro pequenos negócios, mais de 70%, nunca contrataram influenciadores. O uso efetivo aparece em 23% das empresas de pequeno porte, proporção igual entre MEI e MPE.

A maior adesão está no comércio (28%) e no Nordeste (29%).

Os modelos de remuneração variam conforme o porte. Entre os MEI, a permuta por produtos ou serviços é a mais frequente, com 29% dos respondentes, contra 16% que pagaram valor fixo. Já entre as MPE predomina a remuneração monetária fixa, com 36%.

Por setor, o cachê de valor fixo é mais registrado no comércio (30%), enquanto em serviços e indústria prevalece a troca de produtos e serviços. Por região, a permuta lidera na maior parte do país, com exceção do Norte/Centro-Oeste, onde predomina o pagamento em dinheiro.

Disposição para contratações futuras

Entre os que nunca contrataram, 51% declararam interesse ou abertura à possibilidade, respondendo "sim" ou "talvez".

A disposição é maior entre os MEI que ainda não adotaram a estratégia: mais de 60% consideram investir, contra 34% dos gestores de MPE.

Por setor, o comércio lidera, com 54% abertos a essa possibilidade. Por região, o Norte/Centro-Oeste tem a maior receptividade (60%), enquanto Sul e Sudeste registraram os menores índices de interesse declarado.


Fonte: Com informações de Agência Sebrae